Meio da moda? Por quê?! Porque você acaba de entrar in the middle of the um grupo criativo, inteligente e cheio de modos de se expressar.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Catálogo Arezzo
INTRODUÇÃO
Material que encanta junto ao design comum, corriqueiro e de certa forma saturado pra os olhos dos antenados ao mundo da moda.
Em relação ao catálogo da Arezzo, pode-se perceber na coleção “Verão 2011” o uso de materiais naturais. Esta idéia vem de encontro com o momento de se valorizar meios naturais e deixando de lado, os cem por cento sintéticos.
Mauritia flexuosa, uma palmeira muito alta, nativa de Trinidad e Tobago e das Regiões Centro e Norte da América do Sul, Venezuela e Brasil, predominantemente nos estados da região norte, em especial no Pará, Maranhão, Roraima e Rondônia, mas também encontra-se nos estados do Piauí, Bahia, Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Acre e São Paulo. Conhecida também como coqueiro-buriti, buritizeiro, miriti, muriti, muritim, muruti, palmeira-dos-brejos, carandá-guaçu, carandaí-guaçu.
Carnaúba (Copernicia prunifera), é uma árvore da família Arecaceae endêmica no semi-árido do nordeste brasileiro, árvore símbolo do Estado do Ceará, conhecida como árvore da vida, pois oferece uma infinidade de usos ao homem: as raízes têm uso medicinal como eficiente diurético; os frutos são um rico nutriente para a ração animal; o tronco é madeira de qualidade para construções; as palhas servem para a produção artesanal, adubação do solo e extração de cera, um insumo valioso que entra na composição de diversos produtos industriais como cosméticos, cápsulas de remédios, componentes eletrônicos, produtos alimentícios, ceras polidoras e revestimentos.
Por tratar-se de uma planta adaptada ao clima semi-árido, a Carnaúba oferece possibilidades de atividades econômicas mesmo durante o período de estiagem, tratando-se portanto de importante alternativa na composição da renda familiar das comunidades rurais. Os carnaubais formam florestas que tem predominância nas planícies aluviais dos principais rios do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia, cumprindo importantes funções para a manutenção do equilíbrio ecológico da região, como a conservação dos solos, fauna, cursos d'água e mananciais hídricos. Na últimas décadas em virtude da desvalorização dos preços da cera vegetal, a Carnaúba voltou a ser alvo de desmatamentos para a introdução de outras atividades produtivas como a agricultura irrigada e a criação de camarão.
Conhecer um pouco da história destas fibras, nos faz pensar de como é importante usar materiais, originalmente brasileiros, demonstra o quanto devemos valorizar o que temos de melhor em nosso país, como a palha de buriti, cordas de algodão, carnaúba e outros similares.
ANÁLISE
Analisando 16 (dezesseis) acessórios, percebe-se que a AREZZO pretendeu utilizar materiais como, a palha de buriti, mas deixou a desejar no que diz respeito à inovação no design de algumas peças.
Poderiam ser modificadas, por exemplo, em algumas alças de bolsas antiquadas e sem praticidade. Poderiam ter o usado, estes mesmos materiais, mas ousando em cores e formatos mais modernos.
A próxima tendência será de tons fortes, como o amarelo, o verde limão, o rosa pink e outras em estilo “Neon”. Cores neutras estão sempre atuais no mundo da moda, porém é preciso ousar em algumas peças.
INOVAÇÃO
Alguns acessórios são bastante criativos e com extremo bom gosto, como por exemplo, o tye-dye no couro.
O tamanho das bolsas e as alças, as deixam práticas. Ideais para as mulheres que vivem a correria do dia a dia.
ERGONOMIA
Além do design foi pensado, de como esta marca poderia ter avaliado melhor o fator ergonômico. Estudando melhor as formas físicas e a vida da mulher moderna.
Em relação a algumas sandálias, foi levado em conta se houve algum tratamento de impermeabilização nas cordas que cobrem os saltos de algumas sandálias, caso contrário e prejudicaria a aparência.
Algumas bolsas são grandes demais, para o tamanho das alças.
Couro de cabra: Leve, de toque macio, com alto brilho e confortável.
Tingimento na cor Azul Índico.
Bolsa de estrutura simples, sem um design elaborado. Seu diferencial são as pregas
machos no couro, criando essas nervuras.
Visual limpo, sem aglomeração de informações, o que valoriza a bolsa.
Palavras que a definem: Prática e usual.
O Glam Rock tem como base a ostentação, o glamour, a extravagância, o diferencial. Afinal de contas, seu ícone era o camaleão da música David Bowie.
Tricô de couro com alça de resina e efeito tartaruga.
O tricô é uma técnica para entrelaçar o fio de forma organizada, criando-se assim um pano com textura e elasticidade.
Bolsa tem muita informação, dois tipos de alça com técnicas diferentes, fora a própria técnica de tricô aplicada. Sua estrutura é antiga.
Couro de cabra: Leve, de toque macio, com alto brilho e confortável.
Tingimento na cor Azul Índico com acabamento artesanal.
Bolsa com o design básico que tem o seu diferencial nos detalhes como o tingimento artesanal que passa a idéia de amassado. Tem uma referencia do período setentista, mas mesmo assim transmite uma contemporaneidade.
Ráfia com detalhes de metal.
Ráfia é o nome dado às fibras de palmeiras do gênero Raphia.
Bolsa que se utiliza de um material interessante que poderia ser usado de uma forma mais original mas foi usado de uma forma rígida e antiga, sem muita criatividade.
Patchwork de tricô de ráfia e seda trançada dourada.
Bolsa usufrui de uma técnica excelente de tricô de ráfia, usa um tecido rico como a seda, mas conseguiu desvalorizar ambos. Ao mesmo tempo que a bolsa é tudo ela não é nada, porque a idéia do patchwork a estrutura da bolsa não valoriza as técnicas e nem os tecidos.
Por: Margarette Rios, Maria Clara Almeida e Raphaella Bahia
Material que encanta junto ao design comum, corriqueiro e de certa forma saturado pra os olhos dos antenados ao mundo da moda.
Em relação ao catálogo da Arezzo, pode-se perceber na coleção “Verão 2011” o uso de materiais naturais. Esta idéia vem de encontro com o momento de se valorizar meios naturais e deixando de lado, os cem por cento sintéticos.
Mauritia flexuosa, uma palmeira muito alta, nativa de Trinidad e Tobago e das Regiões Centro e Norte da América do Sul, Venezuela e Brasil, predominantemente nos estados da região norte, em especial no Pará, Maranhão, Roraima e Rondônia, mas também encontra-se nos estados do Piauí, Bahia, Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Acre e São Paulo. Conhecida também como coqueiro-buriti, buritizeiro, miriti, muriti, muritim, muruti, palmeira-dos-brejos, carandá-guaçu, carandaí-guaçu.
Carnaúba (Copernicia prunifera), é uma árvore da família Arecaceae endêmica no semi-árido do nordeste brasileiro, árvore símbolo do Estado do Ceará, conhecida como árvore da vida, pois oferece uma infinidade de usos ao homem: as raízes têm uso medicinal como eficiente diurético; os frutos são um rico nutriente para a ração animal; o tronco é madeira de qualidade para construções; as palhas servem para a produção artesanal, adubação do solo e extração de cera, um insumo valioso que entra na composição de diversos produtos industriais como cosméticos, cápsulas de remédios, componentes eletrônicos, produtos alimentícios, ceras polidoras e revestimentos.
Por tratar-se de uma planta adaptada ao clima semi-árido, a Carnaúba oferece possibilidades de atividades econômicas mesmo durante o período de estiagem, tratando-se portanto de importante alternativa na composição da renda familiar das comunidades rurais. Os carnaubais formam florestas que tem predominância nas planícies aluviais dos principais rios do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia, cumprindo importantes funções para a manutenção do equilíbrio ecológico da região, como a conservação dos solos, fauna, cursos d'água e mananciais hídricos. Na últimas décadas em virtude da desvalorização dos preços da cera vegetal, a Carnaúba voltou a ser alvo de desmatamentos para a introdução de outras atividades produtivas como a agricultura irrigada e a criação de camarão.
Conhecer um pouco da história destas fibras, nos faz pensar de como é importante usar materiais, originalmente brasileiros, demonstra o quanto devemos valorizar o que temos de melhor em nosso país, como a palha de buriti, cordas de algodão, carnaúba e outros similares.
ANÁLISE
Analisando 16 (dezesseis) acessórios, percebe-se que a AREZZO pretendeu utilizar materiais como, a palha de buriti, mas deixou a desejar no que diz respeito à inovação no design de algumas peças.
Poderiam ser modificadas, por exemplo, em algumas alças de bolsas antiquadas e sem praticidade. Poderiam ter o usado, estes mesmos materiais, mas ousando em cores e formatos mais modernos.
A próxima tendência será de tons fortes, como o amarelo, o verde limão, o rosa pink e outras em estilo “Neon”. Cores neutras estão sempre atuais no mundo da moda, porém é preciso ousar em algumas peças.
INOVAÇÃO
Alguns acessórios são bastante criativos e com extremo bom gosto, como por exemplo, o tye-dye no couro.
O tamanho das bolsas e as alças, as deixam práticas. Ideais para as mulheres que vivem a correria do dia a dia.
ERGONOMIA
Além do design foi pensado, de como esta marca poderia ter avaliado melhor o fator ergonômico. Estudando melhor as formas físicas e a vida da mulher moderna.
Em relação a algumas sandálias, foi levado em conta se houve algum tratamento de impermeabilização nas cordas que cobrem os saltos de algumas sandálias, caso contrário e prejudicaria a aparência.
Algumas bolsas são grandes demais, para o tamanho das alças.
Couro de cabra: Leve, de toque macio, com alto brilho e confortável.
Tingimento na cor Azul Índico.
Bolsa de estrutura simples, sem um design elaborado. Seu diferencial são as pregas
machos no couro, criando essas nervuras.
Visual limpo, sem aglomeração de informações, o que valoriza a bolsa.
Palavras que a definem: Prática e usual.
Couro rústico em tons naturais uso de malhas de metal dourado.
Bolsa se utiliza de tons pasteis, que não valoriza em nada a peça, além do que a mistura com a malha de metal não sobressaiu muito. Tem como inspiração o tema Glam Rock, só que puxado pro natural mas sua estrutura não condiz com o tema, sendo ela muito básica e grande.
O Glam Rock tem como base a ostentação, o glamour, a extravagância, o diferencial. Afinal de contas, seu ícone era o camaleão da música David Bowie.
Tricô de couro com alça de resina e efeito tartaruga.
O tricô é uma técnica para entrelaçar o fio de forma organizada, criando-se assim um pano com textura e elasticidade.
Bolsa tem muita informação, dois tipos de alça com técnicas diferentes, fora a própria técnica de tricô aplicada. Sua estrutura é antiga.
Couro de cabra: Leve, de toque macio, com alto brilho e confortável.
Tingimento na cor Azul Índico com acabamento artesanal.
Bolsa com o design básico que tem o seu diferencial nos detalhes como o tingimento artesanal que passa a idéia de amassado. Tem uma referencia do período setentista, mas mesmo assim transmite uma contemporaneidade.
Ráfia com detalhes de metal.
Ráfia é o nome dado às fibras de palmeiras do gênero Raphia.
Bolsa que se utiliza de um material interessante que poderia ser usado de uma forma mais original mas foi usado de uma forma rígida e antiga, sem muita criatividade.
Patchwork de tricô de ráfia e seda trançada dourada.
Bolsa usufrui de uma técnica excelente de tricô de ráfia, usa um tecido rico como a seda, mas conseguiu desvalorizar ambos. Ao mesmo tempo que a bolsa é tudo ela não é nada, porque a idéia do patchwork a estrutura da bolsa não valoriza as técnicas e nem os tecidos.
Por: Margarette Rios, Maria Clara Almeida e Raphaella Bahia
faça e venda
O Navy está super em alta neste verão 2010/2011. Aprenda como fazer um lacinho estilo marinheiro e deixe o seu look super na moda!

Prontinho!
Agora é só dar um pontinho na camiseta, no vestido, na saia ou no arquinho e o seu look vai ficar com a cara do verão!
Por: Monique, Marinea, Viviane e Iôla.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Bolsas: sempre desejadas!!
INVESTIMENTO EMOCIONAL EM BOLSAS
Bolsa não é apenas um acessório, ela é uma peça afetiva que transporta não só nossos bens, como também nossas lembranças, segredos e manias. Poderíamos entende-la como a parte da vestimenta que esconde a nossa alma. Ao entrever os pertences contidos em uma bolsa, como eles são arrumados, ou desarrumados, podemos realizar a leitura através dos objetos-símbolos ali contidos que revelam o íntimo da pessoa que a porta.
A primeira referencia sobre bolsa é encontrado nas Sagradas Escrituras em Isaías 3.16 que diz “Naquele dia tirará o Senhor os seus enfeites: os anéis dos artelhos, as toucas, os colares em forma de meia-lua, (...) os xales, as bolsas, os espelhos as capinhas de linho e as tiaras.” Os primeiros vestígios do design de bolsas foram encontrados em pinturas rupestres onde mulheres portavam bolsas penduradas nos braços. Até a idade média a bolsa masculina era diferenciada da feminina pelo tamanho (maiores), mas igualmente adornadas com pingentes, franjas com fios de ouro e prata, e curiosamente eram atados aos cintos.
A partir do seculo XVI a bolsa começa a ser considerada um acessório da moda. Mas as mulheres as usavam escondidas debaixo das suas enormes saias, e nelas eram colocados seus pertences e sais de cheiro, garrafas de bebidas. Por ficarem debaixo das saias, não tinham muitos ornamentos.
Em todos as épocas porém as bolsas foram acessórios que transportavam valores financeiros e afetivos, tornando-se uma peça intima e companheira.
DE RIDÍCULAS PARA OBJETOS CULTURAIS
No século XIX as bolsas foram confeccionadas para transportar pequenos ”mimos” femininos como lencinhos e leques, e foram denominadas na Fança de “ridicules” (ridículas), daí serem conhecidas como “retícule” tanto na França quanto na Inglaterra, e tornado-se peças essenciais na vestimenta feminina. As “reticules” foram substituídas pelas Chatelaines, um “adorno” de ostentação confeccionadas em ouro ou em prata. Seguindo a tendência das Chatelaines, empresas como a Whiting and Davis Company se especializar em bolsas confeccionadas em metal. Esse sucesso durou 100 anos. No início do século XX surgem as bolsas em tapeçaria e bordadas com temas romanticas, que hoje são consideradas obras de artes.
No século XX a moda perde seu aspecto frívolo e passa a ser um referencial cultural, onde a bolsa é um dos acessórios que melhor traduzem as práticas práticas sociais. Com a industrializaçao e produção em massa, as bolsas passaram a ter um número maior de opções, estilos e usos. Surgem as bolsas de compras, maiores, utilizadas no dia a dia das mulheres que se tornaram mais ativas, e as bolsas de viagem, para o translado nos novos meios de transporte, os trens e os aviões.
A ERA DA LIBERDADE
Modernidade. A mulher se livra do espartilho e ganha liberdade para escolher com que bolsa deve ir ao teatro a noite, ao trabalho de dia. Em 1920 a bolsa dominante eram as carteiras de couro, que poderiam ser usadas de dia e de noite. No entanto, a Art Decó, movimento precursor da Arte Moderna, apesar de rejeitar os estilos do século anterior, se inspirou nas bolsas confeccionas em metal, originads nas Chatelaine.
Na década de 30, apesar da crise financeira de 1929, houve uma grande vivificação da criatividade em design. As bolsas desta década eram em geral pequenas, arrematadas com fechos de metal e em estilo esportivo, de acordo com as mulheres do pós guerra, grandemente influenciadas pela nova mídia - o cinema.
FEITAS DE SONHO, ARTE E RESISTÊNCIA
O cinema e suas estrelas passaram a inspirar a confecção das vestimentas e acessórios. Em 1936 foi criada uma bolsa francesa inspirada no filme Cleopatra de 1934, com Claudete Colbert. Depois da Segunda Guerra o couro some do mercado europeu, pois foi proibido o seu uso, e é preciso buscar novas opções de materiais. O estilista frances, Lucien Lelong cria em 1941, uma bolsa cque se assemelha a um toco de arvore de perfil, e que vira febre na Europa. Surgem bolsas de plástico bakelite, de tapeçaria, madeira, dentre outros materiais. Numa era de tantas restrições e com a necessidade da produção em série, surgem os maiores nomes da moda, que viam diante de si o desafio de manter a feminilidade e a estética.
A moda da resistência tem em Lucien Lelong um design emblemático, pois defendeu a manutenção das maisons em Paris e conseguiu manter 92 ateliers abertos, dentre eles os de Jacques Fath, Nina Ricci, Marcel Rochas, Charles James, Coco Chanel e Christian Dior, estes últimos criaram a mulher moderna dos anos 50.
CHANEL 2.55
Criada em Fevereiro de 1955, daí o seu nome, foi a primeira bolsa de ombro. Sua confecção passa por 180 processos, realizados por profissionais que trabalham há 17 anos com este produto. O couro utilizado é de cordeiro, e são necessário três animais para confecionar uma bolsa. Apesar de macia, a bolsa possui uma costura acolchoada, cujo processo é top secret, que a deixa resistente. A industrialização da CHANEL 2.55 é realizada atualmente pela Karl Lagerfeld que criou novas cores e o uso também da corrente de prata, enquanto a original é dourada. Seu preço aproximado é de US$3.300,00. A CHANEL 2.55 figura como o sonho de consumo e a mais cobiçada a partir de 1980, segundo Anna Johnson em seu livro “O poder da bolsa”.
LADY DIOR
A bolsa do estilista Dior se tornou símbolo de prestígio nas mãos de Lady Di. Foi criada com o nome “Chouchou”, mas quando em 1995, Bernardette Chirac a presenteou a Lady Diana, no dia seguinte em que apareceu nas mãos da princesa, foram vendidas 100.000 bolsas do mesmo modelo.
KELLY BAG
Criada pela Hermès em 1935 é um dos maiores ícones da moda. Mas foi apenas em 1955 que recebe o nome de Kelly Bag, porque Grace Kelly, a princesa Grace de Monaco, usou a preciosa bolsa da Hermès para proteger seu ventre, que abrigava o herdeiro do trono de Monaco, das lentes indiscretas dos paparazzi. Após esta imagem ser registrada na capa da Times o mundo feminino viu na bolsa Hèrmes um ícone de elegância. Em 1956 a Kelly Bag vira febre no mundo inteiro.
BOLSAS DO BEM
“I’m not a plastic bag”. Com esta frase bordada em sua bolsa de pano a inglesa Anya Hindmarch encantou o mundo com sua ecobag. Desde então as ecobags tem se tornado um ícone da moda mundial.
O Mercedes-Benz Fashion Week, realizado em Nova York, recebeu de estilistas brasileiros diversas ecobags. Alexandre Herchovitch distribuiu bolsas com estampas de Fernando de Noronha, enquanto Valdemar Iódice ofereceu bolsas com estampas dos lençois maranhenses e Carlos Miele, do pantanal do norte. O material utilizado na confeccção foi o ecoyogt (fibra de planta aquatica, originária da Amazonia) e leva apenas dois anos para se degradar. As tintas e fixadores são extraídas de plantas nativas como o urucum, macela, anileira, mamona e açafrão que proporcionam dez cores diferentes, como o salmão, verde-água, terra e carmim. Além de proteger o eco-sistema as sacolas oferecidas privilegiam a produção das comunidades ribeirinhas da Amazônia e a técnica herdada de tribos indígenas.
A profissão moldelista
O Modelista é um profissional que tem a responsabilidade de transformar as idéias dos estilistas, concretizando suas criações através de moldes para posterior confecção de roupas .
Trata-se de um especialista, que embora não seja muito valorizado, é extremamente importante no mundo fashion, cabendo ressaltar que geralmente os grandes estilistas também são modelista.
O conhecimento de geometria, matemática e sobretudo da forma humana são características fundamentais daqueles que pretendem exerce este ofício.
O Brasil possui várias escolas que, por meio de curso específicos, busca atender o mercado de trabalho formando este tipo de profissional. Cabe aqui destacar, como sendo um dos mais importantes locais na preparação e especialização do Modelista Profissional o SENAI, sendo considerado um Centro de referencia deste segmento, que além de vários cursos de atualização possibilita o conhecimento de novas tecnologias avançadas, por meio do uso de programas de computadores que agilizam o trabalho do modelista, que ainda conta com varias revistas técnicas
O Modelista, uma vez formado, poderá exercer suas atividade como freelancer, atendendo a encomendas particulares ou trabalhar como modelista fixo numa grande industria de confecção, cujo salário varia entre R$ 900.00 a R$ 6.000.
Por Eny Carrilho, Heloisa Santana e Luciana Oliveira
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Fique por dentro: Macacão
O macacão entrou para a história do vestuário como uniforme de operários nos Estados Unidos e Europa, por volta dos anos 40.
O primeiro modelo surgiu pelas mãos de Levi Strauss, "inventor" da calça jeans, que só depois viria a criar esse modelo.
Hoje já existem modelos que sequer parecem com os originais. Eles vêm com um recorte, ou marcação, na altura da cintura ou do quadril, às vezes até com a parte de cima em cor e/ou tecido diferente da parte de baixo, conferindo um novo visual à peça.
Curtos ou longos, eles vêm para serem usados tanto de dia quanto à noite. Frente única, tomara-que-caia, com gola pólo ou no modelo tradicional, a peça é uma das cartadas das principais coleções do próximo verão.
A alta-costura se rendeu ao Fast Fashion
Produzido e postado por:Danielle Villanova e Marcia Alves
O CAMINHO DA LANVIN ATÉ À H&M
Em paris de 1890, uma francesa, chamada Jeanne Lanvin, aprendiz de costureira,inicia a carreira como chapeleira, daí começa a fazer roupas para sua filha e as cliente que compravam chapéus com ela se encantam com suas criações. As encomendas começam a se multiplicar e então ela abre uma loja/boutique na rua Du Faubourg Saint-Honoré.
Tempos depois Jeanne Lanvin entrou para o sindicato de alta-costura e passou a ser uma “couturiére”. Isso era em 1909 e ela já tinha também artigos de decoração, moda masculina, peles e lingeries para vender nas suas lojas.
O sucesso foi tanto que ela abriu até uma fábrica de tintas, que criava cores originais e sutis da sua “paleta Lanvin”.
Com a sua morte, quem administrava era sua filha, que quando morreu deixou pra uma prima e assim vários estilistas passaram por lá. Hoje quem toma conta das criações é Alber Elbaz, que já trabalhou no Guy, no Yves Saint Laurent, na Krizia, entre outras.
Por conta disso tudo a H & M disponibiliza produtos baratos não para popularizar a Lanvin, mas sim a Lanvin trazer luxo para H & M.
E a alta-costura se rendeu.
Quando o fast fashion, teve um boom, no começo dos anos 2000, a alta costura torceu o nariz para a nova invenção das indústrias.
Pois os consumidores teriam uma das principais tendências, com uma rapidez nunca vista antes, antes mesmo das marcas que lançam as tais tendências e essas peças ainda teriam um precinho amigo.
E a partir daí a moda nunca mais foi à mesma.
Os grandes magazines ou as redes de Fast Fashion conseguiam colocar a venda, peças que tinham surgido duas semanas antes nos desfiles de grandes grifes.
Foi quando a alta costura percebeu que se não podia contra eles, deveria juntar-se a eles.
E assim foram criadas pequenas coleções assinadas por nomes de peso, sendo ele estilista ou marcas famosas.
E a última a se render aos encantos da venda em massa, foi Alber Elbaz, da Lanvin.
Antes do lançamento, ele fez a seguinte declaração ao site da Vogue Inglesa: “Já tinha dito no passado que nunca faria uma coleção para o mercado de massas, mas o que me intrigou foi à idéia de a H&M ir ao encontro do luxo e não da Lanvin se tornar mais popular. Foi um exercício excepcional, em que duas empresas em pólos opostos podem trabalhar juntas".
E assim no último 20 de novembro, foi lançado a coleção mais esperada do ano.
Simplesmente Lanvin para a loja de departamentos H&M e as mulheres do mundo todo foram à loucura.
Pois a loja de alta costura se tornou acessível a nós, “pobres mortais”.
Com uma coleção feminina composta por 30 peças e 15 acessórios, os preços vão de $9,95 a $349, valores baixos se tratando da alta costura francesa.
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